Uma Semana Debaixo d´Água nas Bahamas




Ben’s Cavern, próximo a Freeport, Grand Bahama, é conhecida por sua suntuosa ornamentação.

Eu tenho visitado as Bahamas como fotojornalista submarino desde o início dos anos 1980, em algumas ocasiões várias vezes por ano. Embora cada uma das viagens tenha sido produtiva, às vezes surpreendentemente produtiva, cada uma teve o desafio de ser apenas uma vinheta de um todo maior. Existem 700 ilhas e 2.000 ilhotas (cayos) nas Bahamas, com grandes centros de população e comércio em New Providence (Nassau) e Grand Bahama (Freeport). Entre as Out Islands (também conhecidas com as "Family Islands"), 27 são povoadas. É um ambiente oceânico selvagem espalhado por 259 000 km2. Ninguém poderia cobri-lo editorialmente ou experimentalmente em uma única visita, mas com uma pequena ajuda de meus amigos, nós tentamos.

Recrutamos quatro fotógrafos marinhos de primeira classe e incumbimos a cada um deles a tarefa de visitar duas ou três ilhas e fotografar e relatar suas aventuras para a Bahamas Underwater Photo Week (Semana da Fotografia Subaquática das Bahamas). Todos nós viajamos simultaneamente na última semana de maio de 2014. O Ministério do Turismo das Bahamas organizou para que o cineasta Cristian Dimitrius (veja "Fotógrafo: Cristian Dimitrius") documentasse nossas aventuras. A equipe fotográfica incluía Eric Cheng, Alex Mustard, Berkley White e eu. Adam Hanlon e Abi Smigel Mullens, da Wetpixel.com, relataram o evento via mídia social. Veja a cobertura deles em wetpixel.com/articles/coverage-bahamas-underwater-photo-week e www.facebook.com/events/700675866656754.

Nós apresentamos a você, destilada a partir de vários terabaites de dados digitais produzidos coletivamente, a Bahamas Underwater Photo Week 2014.

— Stephen Frink





GRAND BAHAMA, BIMINI E AS ILHAS ABACOS
Por Stephen Frink
Grand Bahama

Um golfinho-nariz-de-garrafa nada em um recife raso próximo a Freeport, Grand Bahama.
Era apropriado que minha semana começasse com uma visita aos meus amigos na UNEXSO (a Underwater Explorers Society, Sociedade dos Exploradores Subaquáticos) em Freeport, Grand Bahama, já que eles foram os progenitores de tantas coisas que definem o mergulho nas Bahamas hoje. Celebrando seu aniversário de 50 anos em 2015, a UNEXSO foi fundamental para o desenvolvimento do mergulho com tubarões, e eles também têm um programa importante de mergulho em cavernas. Quando poucos destinos estavam afundando embarcações para criar naufrágios artificiais, UNEXSO adquiriu e afundou o Theo's Wreck como uma atração de mergulho em 1982; a fragata de 228 pés agora está deitada sobre bombordo próxima ao limite da plataforma continental aos 32 metros de profundidade.

Embora o tanque de treinamento onde já mergulharam Walter Cronkite, Arthur Godfrey e Kim Novak não exista mais, e os barcos que já transportaram Lloyd Bridges (com seus filhos Beau e Jeff) tenham sido modernizados há muito tempo, aquele espirito inicial de aventura e inovação ainda está vivo na UNEXSO hoje em dia.

Meu primeiro mergulho dessa viagem com a UNEXSO foi em Ben's Cavern, assim chamada por causa do instrutor de longa data da UNEXSO Ben Rose — que, de acordo com a tradição local, precisava de água para seu radiador que havia superaquecido e caminhou pelo mato, descobrindo a gruta que leva ao imenso sistema de cavernas de água doce que atualmente carrega o seu nome. É necessário fazer uma reserva para mergulhar em Ben´s Cavern, para evitar uma superlotação, e ela pode ser mergulhada apenas com instrutores habilitados em mergulho em caverna para evitar que os mergulhadores penetrem no sistema além do permitido por suas habilidades. Nós mergulhamos apenas na porção inicial da caverna, onde a luz da entrada se mantém sempre visível; mesmo assim, após apenas algumas pernadas sob a piscina e a apenas 6 metros de profundidade encontramos um sistema lindamente ornamentado que antecipa a gloria subterrânea que faz com que os buracos e cavernas das Bahamas sejam locais obrigatórios para fãs de cavernas.


Cristina Zenato coloca um tubarão recifal em imobilidade tônica durante um mergulho da UNEXSO
A UNEXSO talvez seja mais conhecida por seu encontro com tubarões em Shark Junction. Com a amiga de longa data e profissional do mergulho Cristina Zenato dirigindo o feeding, nós mergulhamos em um areião de 9 metros de profundidade onde nas últimas duas décadas os tubarões têm sido condicionados a esperar comida cuidadosamente oferecida por um mergulhador protegido por uma roupa de malha de aço. A Cristina claramente estabeleceu uma percepção aguçada acerca de cada um dos tubarões, alguns dos quais são mais amigáveis e interagem mais do que outros. Um tubarão nadava para seu colo repetidamente, como um filhote esperando ser coçado na cabeça. (Veja o vídeo viral desse encontro em tinyurl.com/zenato-frink.) Cristina pode fazer com que esses tubarões entrem em um estado de imobilidade tônica acariciando-os em seus eletrorreceptores, as ampolas de Lorenzini, até que ela consiga sustentá-los delicadamente, cobrindo seus focinhos com a mão enquanto eles ficam deitados imóveis.

No Dolphin Experience os visitantes podem interagir com golfinhos-nariz-de-garrafa em um ambiente controlado dentro de um grande canal e bacia ou como mergulhadores autônomos no oceano aberto. Para o encontro em oceano aberto, os mergulhadores são transportados para o recife a partir de um dos barcos de mergulho da UNEXSO enquanto um bote menor navega junto, com os golfinhos seguindo seu treinador para o recife. Eles normalmente vão para um recife raso de 9 a 14 metros, um local marcado por dispersos aglomerados de corais e Gorgônias de grande destaque. Embora os golfinhos fiquem atentos ao seu treinador com seus comportamentos sendo reforçados pelo condicionamento clássico, os golfinhos nadam livremente no oceano aberto, e a proximidade desfrutada pelos mergulhadores é impressionante.

Embora Freeport ofereça várias atividades acima e abaixo da superfície para quaisquer férias de mergulho, a Ilha de Grand Bahama oferece ainda mais. Uma viagem de carro de uma hora pode levar os fãs de tubarões para West End, onde fica Tiger Beach. Aqui, ao longo de uma área de recifes rasos e fundo de pedras, grandes tubarões tigre e tubarões lixa foram condicionados a aparecer regularmente através de anos de shark feeds. São tubarões selvagens no oceano aberto; os mergulhadores devem ter cuidado. Pode não ser um mergulho para qualquer um, mas é um encontro muito disputado. O local é exposto aos ventos predominantes no inverno, portanto a maioria das pessoas prefere visitar Tiger Beach no verão e início do outono.


Um paru-rajado
West End também oferece um dos melhores naufrágios rasos nas Bahamas, o Sugar Wreck. A apenas 6 metros de profundidade, o Sugar Wreck apresenta grandes cardumes de peixes da família Haemulidae (grunt, em inglês) e outros peixes de recifes tropicais, e ganha vida à noite com raias que vagueiam e tartarugas que dormem sob seus cantos e frestas. Ali perto está o White Sand Ridge, muito conhecido pelo seu grupo de golfinhos residente.

Viajando para leste a partir de Freeport, nós chegamos a McLean´s Town, o local de entrada para o Deep Water Cay. Muito conhecido a partir dos anos 1950s pelos pescadores de ubarana-focinho-de-rato, novos donos adquiriram o clube em Deep Water Cay em 2009 e decidiram que a mesma abundância de vida marinha que atraia pescadores para lá iria também agradar aos mergulhadores. A pesca é feita principalmente com a técnica de flats fishing — pescar e devolver no caso de de ubarana-focinho-de-rato, tarpão e sernambiguara ou offshore no caso de cavala-wahoo, atum ou dourado.

Deep Water Cay define elegância casual. Embora minha visita relâmpago não tenha permitido uma exploração completa de seus recifes próximos, eu desfrutei de dois recifes rasos em Lisa's Point e Dean's Reef, mas o destaque foi um mergulho seguindo o fluxo da corrente a 3 metros de profundidade em Thrift Harbor, onde observei cardumes de raias (eagle ray, em inglês), sargassum crescendo a partir do fundo, dúzias de peixes da família Pomacanthidae e até mesmo alguns tubarões-enfermeiros.
Bimini
Situado a apenas 85 km a leste de Miami, Bimini tem sido o destino escolhido por muitos iatistas e pescadores esportivos. Hemingway viveu lá de 1935 a 1937 e escreveu Ter e Não Ter entre dias

Mergulhadores exploram o naufrágio em águas rasas do Sapona, próximo a Bimini.
pescando no Gulf Stream abordo de seu iate, o Pilar. A lenda do mergulho Neal Watson trouxe o mergulho recreativo para Bimini em 1975; seu filho, Neal Watson Jr., atualmente conduz operações de mergulho aqui.

Bimini é popular entre fãs de tubarões por causa do aparecimento sazonal de grandes-tubarões-martelo e tubarões-cabeça-chata assim como pelo trabalho de pesquisa do Bimini Sharklab (laboratório de tubarões de Bimini). Além dos tubarões, o mergulho é diversificado e excelente. Os destaques incluem a exploração em águas rasas do SS Sapona, as cavernas de corais e nadar através do Victory Reef entre 10 e 26 metros de profundidade de água inacreditavelmente transparente, e ainda os recifes caribenhos, tubarões-limão e tubarões-galha-preta sempre presentes em Bull Run.

Um passeio de barco para norte até as grandes planícies de areia, onde os golfinhos-pintados-do-atlântico (Stenella frontalis) perambulam livremente, é obrigatório. Esta é definitivamente uma aventura para se fazer de snorkel, pois o equipamento autônomo é muito lento e pesado para esses mamíferos marinhos caprichosos e ágeis. Quando eles resolvem interagir com um mergulhador livre, é em seus próprios termos e normalmente com grande entusiasmo. Eles tendem a perder a paciência com aqueles que não querem nadar, mergulhar e brincar com eles, mas para aqueles que conseguem diverti-los por um tempo, encontros próximos são bem prováveis.
Os Abacos

Naufrágio do San Jacinto próximo a Green Turtle Cay
Nos Abacos eu tive a sorte de visitar dois destinos que oferecem diferenças surpreendentemente grandes, tanto na superfície quanto debaixo d´água, apesar de sua relativa proximidade: Green Turtle Cay e Man-O-War Cay.

O novo aeroporto em Marsh Harbour é a primeira parada para os taxi-aquáticos que o levam para um desses dois destinos. Eu já conhecia Green Turtle Cay, pois já havia mergulhado ali várias vezes e aproveitado meu tempo com o ícone do mergulho das Bahamas Brendal Stevens, que juntamente com sua esposa administra uma operadora de mergulho conhecida e que oferece pacotes de acomodações em uma variedade de pequenos hotéis e guest houses.


Brendal Stevens explora o San Jacinto.
Brendal e eu começamos no naufrágio da Guerra Civil San Jacinto, uma canhoneira que bateu em um recife enquanto perseguia uma embarcação que fugiu de um bloqueio em janeiro de 1865. Eu fotografei as enormes caldeiras e a imponente hélice, quase imperceptível no meio dos destroços achatados da popa. Como é natural em naufrágios, esse apresentava grandes cardumes de peixes da família Haemulidae (grunt, em inglês) e algumas moreias verdes fotogênicas, tudo a apenas 8 metros de profundidade.

Nossa parada seguinte foi Coral Caverns, um local cheio de passagens e raios de luz penetrando na água como em uma catedral. Tubarões bico-fino obviamente têm sido alimentados aqui, tanto que aparecem imediatamente ao som de uma ancora sendo jogada. Mas nesse dia as atrações foram a garoupa-de-nassau que claramente reconhecia Brendal como amigo e protetor e as enormes concentrações de silversides que entupiam os cânions dos recifes.


Brendal Stevens alimenta raias em Green Turtle Cay.
Enquanto navegávamos para o ponto seguinte eu olhei pela lateral do barco e fiquei maravilhado com os jardins de corais chifre-de-alce visíveis sob uma água com 30 metros de visibilidade. Eu tenho visto corais chifre-de-alce aparecerem e infelizmente desapareceram em mais ilhas do que eu posso nomear; encontrá-lo aqui tão saudável e imaculado foi absolutamente inspirador. Quando os tubarões e garoupas de Coral Canyons nos seguiram até a floresta de chifres-de-alce, tive a oportunidade de tirar fotos interessantes.

O dia seguinte foi bom para a observação de criaturas de pontas opostas do espectro evolucionário. Pela manhã nós fomos para uma praia isolada onde Brendal criou o hábito de alimentar raias dóceis. Em um encontro que me lembra outros feeds de raias que eu vi em Bimini e Grand Turk (assim como Stingray City e Sandbar em Grand Cayman), as raias nadam pela praia rasa, ansiosas por aspirar qualquer pedaço de peixe ou molusco que possa ser oferecido. À tarde eu tirei fotos de meia água de, estranhamente, porcos nas águas rasas de No Name Cay.


Michael Sherratt observa uma floresta de chifres-de-alce próximo a Man-O-War Cay.

Eu aproveitei a hospitalidade de Michael Sherratt da Dive Time Abaco enquanto estive em Man-O-War Cay, uma minúscula ilha de apenas cerca de 300 habitantes. A ilha apresenta um forte legado de construção de barco e tende a ser quieta. Não se serve bebida alcóolica na ilha; você pode beber em sua pousada, mas você não pode comprar a bebida na ilha. A ilha tem 3,2 km de comprimento e é muito estreita, portanto as estradas são melhores para carros de golfe do que para carros. Os espaços abertos estão debaixo d´água, e foi para lá que nos dirigimos no dia seguinte.

Os recifes de Abaco são relativamente rasos, com a maioria dos mergulhos a menos de 18 metros. Nosso primeiro mergulho foi em Mini Wall dentro do Parque Nacional Fowl Cays. A abundância e a familiaridade que Michael teve aqui com a garoupa-de-nassau deixou claro que era uma reserva marinha, sem anzóis ou linhas ou arpões. Os cânions do recife apresentam muitos yellowtails, uma espécie que está se tornando rara em outros lugares devido a pesca excessiva.


Grandes cardumes de peixes da família Haemulidae povoam os destroços do San Jacinto.

Em Tunnels, também conhecido com Tombstone Reef, há uma formação fabulosa de chifre-de-alce no raso, mas a maioria dos mergulhadores é cativada pelo jogo de feixes de luzes que penetram pelas passagens a 8 metros de profundidade. Nós também visitamos French Grunt Reef e Fish Bowl, cada um dos pontos apresentando uma variedade de encantadores corais duros e gorgônias, assim como dóceis peixes tropicais.

Os que se interessam por história marítima devem visitar o naufrágio do USS Adirondack, próximo a ponta nordeste da ilha. Esse navio unionista afundou em agosto de 1862 ao tentar evitar que um navio confederado fugisse de um bloqueio. Os destroços permanecem entre 3 e 10 metros de profundidade, mas os artefatos mais proeminentes são dois imensos canhões, cada um com 3,7 metros de comprimento e pesando 4,5 toneladas.

NEW PROVIDENCE E ELEUTHERA
Por Eric Cheng
New Providence

Tubarões bico-fino (Carcharhinus perezi) se aproximam de um mergulhador no naufrágio Ray of Hope próximo a Nassau, Bahamas.
Eu tenho visitado as Bahamas desde 2002 e já fiz 14 diferentes excursões de mergulho para explorar suas águas. Para essa matéria da Alert Diver, eu passei um tempo em New Providence (ficando em Nassau) e em Eleuthera, uma longa e estreita ilha a leste.

Cinco filmes do James Bond incluem cenas subaquáticas filmadas em New Providence, onde está localizada a capital e maior cidade, Nassau. Além da evidente beleza de suas praias e resorts, a água nas Bahamas é transparente e inacreditavelmente azul, tão vibrante que torna quase difícil a sua reprodução em filme. No filme Mergulho Radical (Into the Blue), com Jessica Alba e Paul Walker, a cor e transparência da água teriam ganhado um Oscar se houvesse uma categoria "qualidade da água". Há naufrágios facilmente acessíveis, recifes rasos e o paredão vertical do Tongue of the Ocean. O mais sedutor de tudo para os amantes de adrenalina são os tubarões. As Bahamas são um dos melhores lugares do planeta para observar e interagir com diferentes espécies de grandes tubarões.


Um grande badejo quadrado (Mycteroperca bonaci) passeia pelo naufrágio Ray of Hope.
Os naufrágios dominam o mergulho próximo ao extremo sudoeste de New Providence. Em quatro dias mergulhamos no Ray of Hope, Big Crab, Sea Viking, Port Nelson, e nos Bond wrecks (Tears of Allah e Vulcan Bomber) e Willaurie. Os navios foram afundados de propósito para se tornarem atrações de mergulho, e a maioria está de pé. Eles são perfeitos para fotografias grande angulares que mostram o naufrágio inteiro; se você tiver sorte, você pode capturar um tubarão ou dois na imagem. O Willaurie se destaca por sua estrutura incrustrada de corais, que está cheia de vida recifal e peixes amistosos. Se você gosta de tirar fotografias macro e retratos de peixes, você não deve perder uma visita ao Willaurie.

New Providence é muito conhecida por suas enormes quantidades de tubarões-bico-fino e encontros interativos. Meus mergulhos foram feitos com a Stuart Cove´s Dive Bahamas, a maior operadora de mergulho de New Providence. Dúzias de tubarões-bico-fino investigando o engodo criavam em alguns momentos no fundo de areia uma visão completamente obscura de minha guia e shark wrangler, Charlotte Faulkner. Ela conseguiu demonstrar um estranho reflexo dos tubarões chamado de "imobilidade tônica", durante o qual os tubarões ficam temporariamente imobilizados quando a área ao redor de seus focinhos é estimulada. Durante esse estado, alguns dos chamados encantadores de tubarões conseguem até equilibrar um tubarão, com o rabo para cima, na palma de suas mãos. Existem poucos lugares no mundo onde os mergulhadores conseguem se aproximar dos tubarões sem a necessidade de um atrativo, e o mergulho com tubarões atrai muitos turistas para as Bahamas. A pesca de tubarões é proibida nas águas das Bahamas, um santuário nacional para tubarões.


Charlotte Faulkner, uma shark wrangler, é rodeada de tubarões bico-fino próximo a Nassau.

Um dia Stuart Cove me levou em um veloz barco inflável de casco rígido de 45 pés, e nós navegamos rapidamente para longe de porto de Nassau, passando por três gigantes navios de cruzeiro que haviam aportado para passar o dia. Navegamos 10 milhas para leste de New Providence, em direção a Lost Blue Hole. Começando a 12 metros de profundidade, ele tem 30 metros de diâmetro e chega a mais de 60 metros de profundidade. Me dizem que tubarões e raias frequentemente nadam dentro do buraco, mas a estrela do meu dia de mergulho foi uma imperturbável tartaruga que estava comendo esponjas nas paredes do buraco.

Uma perspectiva aérea é realmente necessária para se ter uma verdadeira idéia da geologia incomum de um blue hole; para isso eu estava equipado com um DJI Phantom 2 Vision+, um pequeno quadricóptero que carrega uma câmera integrada, que tira fotos de 14 megapixel e filma em HD a 1080p. O Vision+ a algumas dezenas de metros de altura no ar mostrou a verdadeira natureza do blue hole — um solitário ponto anil na imensa extensão verde-azulada do oceano.
Eleuthera
Minha segunda parada foi em North Eleuthera, uma magra ilha barreira exposta ao Oceano Atlântico em suas praias orientais. Eleuthera tem cerca de 177 quilômetros de extensão, e em seu ponto mais estreito não é mais larga do que a estrada. Lar de cerca de 10.000 habitantes, Eleuthera é um dos principais centros agrícolas das Bahamas e é conhecida por suas fazendas de abacaxis. Eu embarquei em um taxi aquático para meu último destino, Harbour Island, lar da famosa Pink Sands Beach, que está entre as mais belas praias do mundo.

O mergulho em North Eleuthera foi intenso. Tarpon Hole é o lar de cerca de uma dúzia de grandes e brilhantes tarpões, navegando pela área como uma gangue em seu território. Fortes ondas em Blow Hole se quebram contra as rochas, criando nuvens turbulentas de ar para dentro da coluna de água. Eu já presenciei a ação das ondas criando fenômenos similares em Malpelo e Roca Partida nas Ilhas Verillagigedo. Eles são lembretes do poder incontrolável dos oceanos e são lindos de se observar e fotografar.


A silueta de uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) se forma contra um círculo de luz em Eleuthera, Bahamas.

Naquele final de tarde, Boyd, um dos donos do Valentines Dive Center, me levou ao ponto mais ao sul de Harbour Island com Nora, sua filha de 6 anos de idade. Nora divertia-se gritando conforme nosso carro de golf passava sobre pequenas lombadas, que são as mais extremas mudanças de altitude na ilha. Eu imaginei o que Nora acharia das ladeiras que temos em São Francisco, minha cidade natal. O extremo sul da ilha é virtualmente intocado e apresenta alguns antigos canhões enterrados entre os arbustos e areia. A beleza tropical bruta e as extensas praias fazem daqui um destino concorrido para casamentos e luas-de-mel.

Na manhã seguinte eu fiz alguns mergulhos em Current Cut, um canal estreito com fortes correntes, estimadas em 6-10 nós. O plano de mergulho era simples: Cair, descer, mergulhar a favor da corrente através da passagem, e voltar à superfície. O tempo estimado de mergulho era de 10 minutos (o plano de mergulho mais curto que eu já vi), e a distância percorrida seria de 3,2 km. Nós avistamos várias raias (nenhuma deixou que eu me aproximasse), e todos os delgados buracos no fundo do canal estavam cheios de jacks, pomacanthidaes e outros peixes se protegendo da correnteza. Current Cut é um mergulho emocionante, e é melhor faze-lo na maré enchente devido à melhor visibilidade da água. As operadoras de mergulho colocam os mergulhadores na água várias vezes, já que o mergulho é tão curto. Eu fiz mais três mergulhos naquele dia, incluindo mergulhos em Hammerhead Point (não vi tubarões martelo naquele dia, no entanto), Split Head Reef e no Arimora wreck.


Uma visão aérea da famosa Glass Window Bridge, que separa as profundas águas azul escuras das águas rasas arenosas turquesa viva em Harbour Island, N. Eleuthera, Bahamas.


Em seu ponto mais estreito Eleuthera tem apenas 90 metros de largura. Nesse ponto há uma ponte chamada de Glass Window Bridge, onde fica evidente o contrate dramático entre as águas azul escuras do Oceano Atlântico e as águas rasas turquesa vivo a oeste. Minhas viagens prévias às Bahamas haviam sido expedições em liveaboard para mergulhar com tubarões, portanto ter tido a oportunidade de explorar duas regiões distintas foi realmente um privilégio, tanto em terra firme quanto debaixo d´água.

SAN SALVADOR E LONG ISLAND
Por Alex Mustard
San Salvador
Eu emergi do mundo silencioso para o meio de uma comoção. O barco de mergulho Riding Rock reverberava com gritos de alegria e risadas — e não posso dizer que eu fiquei surpreso. Eu havia acabado de chegar à superfície após uma hora debaixo d´água, e minhas bochechas doíam de tanto sorrir. Poucas coisas são tão especiais quanto um animal selvagem querer passear com você, e nós havíamos acabado de ter duas dóceis garoupas-de-nassau, conhecidas como Tom e Jerry, fazendo o tour do recife no meio de nosso grupo. Eu sou apaixonado pelos grandes olhos castanhos e os lábios emborrachados que dão às garoupas seu carisma de história em quadrinhos. O truque favorito delas é se esconder em seu ponto cego e subitamente aparecer a centímetros de sua máscara. O capitão Bruce nos contou que eles gostam que façam cocegas embaixo de seus queixos. Como fotógrafo, ter garoupas posando a centímetros de minhas lentes é o melhor que se pode ter. O capitão nos contou que existem garoupas dóceis em São Salvador desde que ele começou a mergulhar.


Sharon Battison desfruta da aproximação de uma das muitas dóceis e grandes garoupas-de-nassau que habitam os recifes.

San Salvador é famoso por ser o primeiro ponto de desembarque de Cristóvão Colombo no novo mundo — ou como os locais dizem, " Colombo foi nosso primeiro turista!". San Sal é pequeno, tem apenas 19 km de extensão e 10 km de largura com pouco mais de 1.000 habitantes. Tem uma das melhores estradas do país e é fácil de se chegar, tanto a partir de outras ilhas quanto por chegadas internacionais diretas dos EUA e Europa.

"A atração turística de San Sal sempre foi o mergulho", explica Jay Johnson, o responsável pelo escritório local do Ministério do Turismo. "Outras ilhas são mais famosas pela pesca, praias, compras, cassinos — e nós temos ótima pesca, natureza e praias aqui, mas nossa maior atração é o mergulho. San Sal foi um dos primeiros destinos de mergulho do mundo. Riding Rock Inn colocou San Sal no mapa do mergulho em 1973. Atualmente dois dos mais populares locais para se hospedar são o Riding Rock e o grande Club Med Resort, chamado de Columbus Isle." Nossa visita foi dividida entre os dois resorts.

O sol vermelho se derretia na superfície oceânica, e era hora do mergulho noturno. Eu me diverti com o mergulho em grupo durante o dia, mas à noite eu prefiro minha solidão, procurando temas de fotos macro longe da distração de feixes piscantes. Eu fiquei entusiasmado com a abundância de temas: muitos camarões, lindos peixes, um lindo nudibrânquio e mais lesmas-alface do que eu poderia contar. San Sal é famosa por suas oportunidades de fotos grande angular, com visibilidade fenomenal e um paredão dramático próximo à praia que contorna a ilha. Mas eu fiquei extremamente impressionado com a abundância de minúsculos encantos.


Um minúsculo roughhead blenny observa o mundo passar por sua toca. Os recifes de San Salvador são ricos em vida macro.
No dia seguinte eu dediquei meu mergulho em Pinnacle Reef à fotografia macro e encontrei minúsculos tesouros, incluindo um arrow blenny, roughhead blennies, camarões whitefoot e um caranguejo decorador de pernas laranjas saindo da esponja cinza que cobria seu corpo. O grande barato é empolgar o resto dos mergulhadores no barco. Durante minha estadia eu vi muitas garoupas em todos os pontos de mergulho, cardumes de vermelhos e peixes das famílias Haemulidae e Carangidae. A maioria dos cardumes fica agrupada ao redor de estações de limpeza, e os peixes da família Haemulidae parecem quase desencaixar suas bocas ao bocejar para atrair gobies limpadores. As maiores atrações de San Sal incluem raias, tartarugas e tubarões. Outros viram tubarões-martelo em nossos mergulhos, mas acho que eu estava muito concentrado no recife procurando lesmas marinhas. Jay disse que é possível observar grupos de tubarões-martelo-recortados em fevereiro e março, mas você encontra indivíduos ao longo do ano todo.

San Sal é um destino turístico para toda a família. A maioria dos mergulhos é muito fácil, embora exista a opção de mergulhos fundos para aqueles que desejam. Eu vi tubarões recifais em quase todos os mergulhos, mas ao contrário das grandes ilhas das Bahamas, eles não fazem shark feed em San Sal porque eles acham que os visitantes preferem assim.

Os grandes animais são certamente um atrativo, com uma população saudável de tubarões bico fino e avistagens frequentes de tubarões martelo. Mas minhas memórias inesquecíveis são das garoupas — não apenas debaixo d´água, mas de como uma curiosidade mútua entre mergulhadores e uma criatura selvagem estimulou um grupo de adolescentes de uma maneira que um jogo de computador ou uma sala de bate-papo virtual nunca conseguiria. Nassau pode ser a capital das Bahamas, mas quando se trata de garoupas-de-nassau, a Out Island San Sal deve ser a capital delas.


Adam Hanlon flutua sobre um grupo de cocorocas-boca-de-fogo nos exuberantes recifes de San Salvador.


Long Island e Conception Island
Nosso próximo destino tinha uma atmosfera ainda mais Out Island. Long Island tem um ambiente super sossegada, de um lugar longe-de-tudo. A ilha leva seu nome porque tem apenas 6,5 km de largura e 130 km de extensão, com uma população de 4.000 habitantes. Nós ficamos no norte no Stella Maris Resort Club e mergulhamos com sua equipe de esportes aquáticos, ambos muito hospitaleiros e tranquilos. A partir daqui você pode mergulhar nos recifes locais de Long Island, visitar um naufrágio, fazer um mergulho com tubarões ou fazer uma viagem de um dia para Conception Wall, um dos paredões mais famosos das Bahamas. Uma viagem de carro para o sul em Long Island revela o Dean's Blue Hole, muito apreciado pelos mergulhadores livres, já que é o mais profundo blue hole conhecido, com 202 metros.

Nosso primeiro mergulho foi no naufrágio de 103 pés Comberbach, que está de pé em aproximadamente 30 metros de profundidade; ele é impressionante, com muita vida crescendo nele. A hélice está praticamente irreconhecível por causa das incrustações. O que me maravilha é a incrível água, que é excepcionalmente transparente e de um azul quase luminescente. Omar Daley, nosso instrutor e capitão, vive em Long Island há mais de 20 anos. Ele disse que já viu enormes grupos reprodutivos de garoupas-de-nassau no naufrágio — "15 metros de diâmetro por 24 de altura próximo às luas cheias de inverno. Nós até temos tubarões baleia que aparecem para se alimentar dos ovos."


Adam Hanlon inspeciona a rica vida marinha, incluindo esponjas coloridas, no naufrágio Comberbach, próximo à Stella Maris, Long Island.
Nós experimentamos um mergulho com tubarões, o que atrai um punhado de tubarões bico-fino e galhas-preta. Foi um grande contraste com a tensão de outros mergulhos com tubarões que eu fiz em outros lugares nas Bahamas, mas certamente é um bom mergulho introdutório com tubarões, pois a profundidade é de apenas 10 metros e os poucos tubarões normalmente mantém uma distância saudável. A título de perspectiva histórica, Stella Maris foi a primeira operadora de mergulho nas Bahamas a oferecer uma interação com tubarões em mergulhos em Shark Reef.

Meu mergulho favorito foi em Split Rock, que é um bonito recife raso, com uma grande diversidade de vida. Eu passei um tempo com um atraente cardume de guarajubas e depois observei um paru rajado mastigando uma esponja. Omar também ama esse ponto de mergulho: "É ótimo para observação de peixes, especialmente com as dóceis guarajubas que te seguem pelo recife. Parece um aquário com toda essa variedade de peixes. É iluminado e raso, um início perfeito para a viagem das pessoas."

No dia seguinte fizemos a travessia de 26 km para Conception Island. Os meses mais calmos do verão são os melhores para se visitar os 3,2 km de comprimento de Conception Wall, que chega aos 17 metros de profundidade a partir das profundezas do oceano. Nós fizemos dois mergulhos a favor da corrente no paredão, que é rico em esponjas — esponjas barril, orelha de elefante e dark volcano e muitas gorgônias de águas profundas. Meros e lagostas são comuns, e o local todo tem um ar saudável e intocado. Omar diz que o verão é a melhor época para mantas, e os mergulhadores às vezes encontram tubarões-martelo ou tubarões tigre à distância.

O topo do paredão é profundo; nós mergulhamos com ar ao invés de nitrox, então logo estávamos navegando acima dele, no azul, com a paisagem totalmente visível abaixo de nós. De repente ouvimos estalados e apitos, então momentos depois um golfinho nariz-de-garrafa surgiu em nosso campo de visão, deu algumas voltas ao redor do grupo para verificar cada um individualmente, e depois partiu. Ele ficou visível por apenas um minuto ou dois, mas a memória de um encontro com esse golfinho selvagem permanecerá por muito mais tempo.

Todos os nossos mergulhos foram feitos com o grande e confortável barco de mergulho Solmar 2. Além de um amplo espaço, tínhamos tempo de sobra. Os pontos de mergulho ficam entre uma a duas horas e meia de distância uns dos outros, o que significa que as saídas duram o dia todo. Nos dois dias atracamos próximo à costa, entre os mergulhos, e nos vimos próximos a praias desertas de areias brancas e a convidativas e tranquilas águas turquesas transparentes. Eles são lugares tão bonitos que quando voltei para a Inglaterra, sob um céu cinza chumbo, eu mal podia acreditar que locais como aqueles realmente existam.

Isso parece idealmente apropriado para os hospedes aqui, que amam a sensação de estarem no "horário da ilha" e não estão necessariamente tentando preencher seus livros de registro o mais rápido possível. Eles apreciam ter o lindo oceano para eles, sem nenhum outro mergulhador ou barco à vista. Os recifes parecem intocados, e encontramos tubarões em todos os mergulhos. É realmente como mergulhar no passado.

ANDROS E AS EXUMAS
Por Berkley White
Andros
Parece impossível que a maior ilha do arquipélago seja o seu segredo mais bem guardado. A ilha de Andros fica a apenas 370 km da Flórida e é rodeada por uma das maiores barreiras de corais do mundo, mas é uma ilha que foi esquecida. Grandes jatos passam sobre ela, e navios de cruzeiro passam ao largo de suas praias, levando os passageiros em lua-de-mel e grandes apostadores para os grandes hotéis, mega iates e cassinos de Nassau. Meu voo de 15 minutos a partir de Nassau foi uma máquina do tempo para outro mundo. Ao sair do minúsculo avião, os grandes sorrisos e apertos de mão firmes confirmaram que esse é o meu tipo de lugar.


Small Hope Bay em Andros Island é o local de lindas fendas e cavernas implorando para serem exploradas.


Andros é o lar de uma das mais antigas operadoras de mergulho do mundo, que serviu como base para Jacques Cousteau e também foi onde o fotógrafo subaquático pioneiro David Doubilet começou sua carreira como divemaster, guiando turistas aos 53 metros de profundidade semana após semana.

Em minha curta visita de três dias eu tive apenas um gostinho dos 6.000 km2 da ilha, que é recortada por canais e marcada por centenas de blue holes. O blue hole mais acessível é um gigante próximo a Small Hope Bay. Aqui o mergulhador começa em um estreito cânion no topo do recife, segue a favor da corrente para profundidades maiores e finalmente emerge em uma cratera de outro mundo do tamanho de um pequeno estádio. A iluminação dramática e o tamanho dela fazem com que você se sinta como um verdadeiro explorador de cavernas, mas a magia está em sentir essa emoção sem precisar ir a mais de 30 metros de profundidade.


No interior de Andros Island, Cousteau’s Blue Hole é uma aventura de água doce do outro mundo.

Para uma experiência diferente, nos dirigimos mata adentro para fazer um rápido mergulho no histórico Cousteau's Blue Hole. Nós chegamos nesse icônico buraco no interior da ilha durante um ciclo de água verde, mas tivemos o privilégio de observar frágeis formações de algas que pareciam gotejar das paredes conforme flutuávamos sobre um buraco escuro sem fim que leva ao centro da terra.

Essa sensação de ser um explorador de cavernas pode facilmente continuar na maioria dos mergulhos nos recifes externos, onde infinitos canais e cavernas no recife raso despejam-no no intenso azul da face externa da parede. O recife raso começa a apenas 3 metros de profundidade, e com mais de 60 pontos de mergulho acessíveis a partir de Small Hope Bay, eu fui embora com o sentimento de que eu mal havia mergulhado nas muitas opções.

Seja em mergulhos rasos em jardins de corais em Andros Barrier Reef, paredões verticais no Tongue of the Ocean, ou espetaculares cavernas obstruídas por silversides, como Dianna's Dungeons, meu tempo foi impossivelmente curto para as extraordinárias oportunidades apresentadas.
Ilhas Exuma

A vida marinha prosperou no Exuma Cays Land and Sea Park, e é fácil se aproximar e fotografar criaturas como esse paru.
Eu recoloquei as câmeras e equipamento de mergulho na mala para meu voo de 15 minutos de volta para Nassau para encontrar o liveaboard Carib Dancer, com destino a Exumas. A cadeia Exuma é uma ponte sinuosa de areia e rochas dividindo as Bahamas em dois por mais de 210 km. Eu havia explorado anteriormente a parte sul da cadeia e estava ansiosa para visitar novos locais em nosso itinerário ao norte. Embora as ilhas do sul apresentem pontos de mergulho populares (e até mesmo porcos nadadores), eu havia escutado histórias de grandes paredões e locais com grande abundância de peixes no norte.

Mergulhar a partir de um liveaboard é o melhor jeito de conhecer a diversidade de uma grande cadeia de ilhas como as Exumas, e eu tive a sorte de me juntar a um simpático grupo de habilidosos mergulhadores guiados por uma tripulação fantástica. Ao contrário de mergulhos a partir da terra, embarcações de liveaboard podem ir a uma maior variedade de pontos de mergulho e normalmente oferecem mais mergulhos por dia. Para mim nada é mais tranquilo do que estar no mar por alguns dias e acordar com uma âncora sendo jogada em um ótimo ponto de mergulho. Embora as condições climáticas tenham limitado a extensão de nossa navegação, eu consegui visitar pontos que abriram ainda mais minha mente para a diversidade das Bahamas.


O cutter das Forças de Defesa das Bahamas, o Austin Smith, pode ser uma visão fantasmagórica quando iluminado à noite.

As Exumas do norte apresentam paredões e cânions estreitos, penhascos frequentemente cheios de pequenos peixes e carangideos caçando. Nós mantivemos os olhos no azul e fomos recompensados com passagens próximas de raias e um gigante cardume de enxadas, tão imenso que apenas um terço do cardume coube em um enquadramento. Meus mergulhos favoritos foram explorando navios como o Austin Smith e até mesmo alguns aviões abatidos. Embora cada naufrágio tenha uma história interessante, foi a abundância de vida que eu achei mais inspiradora. Esses naufrágios não são apenas visualmente atraentes como também criaram um porto para peixes, moréias e tubarões bico-fino.


Um antigo avião que carregava drogas é atualmente um recife de agregação de raias nas Exumas.
Assim como muitos mergulhadores, eu cresci folheando revistas de mergulho e catálogos que mostravam imagens subaquáticas das Bahamas. Em última instância foi o aparecimento das Bahamas como um destino de primeira linha para o mergulho com tubarões que fez com que eu continuasse voltando durante os últimos 15 anos. Na viagem para essa reportagem eu tive o privilégio de encontrar gerações de habitantes locais que querem preservar esses lendários recifes, e eu testemunhei em primeira mão recifes que refletem as histórias que eu ouvi e até mesmo espelham as clássicas imagens que eu vi. O turismo de mergulho de baixo impacto é um dos modelos de micro negócios que nós podemos ajudar a crescer com nossos dólares turismo, e ele oferece aos locais uma razão concreta para manter os peixes nos recifes. Eu trarei meus amigos comigo para as Bahamas no ano que vem!
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Veja a Galeria de Fotos da Bahamas Underwater Photo Week 2014.

Assista ao vídeo de Cristian Dimitrius Alert Diver's Bahamas Underwater Photo Week.



© Alert Diver — 4º Trimestre 2014

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