Perfil do Associado DAN: Stephanie Arne




Stephanie Arne se prepara para filmar Tubarões Bico Fino em Grand Bahama.


Cidade Natal: Pierre, Dakota do Sul
Anos de Mergulho: 10
Destino de Mergulho Favorito: Ningaloo Reef, Austrália do Oeste
Por que sou associado à DAN: Porque acidentes acontecem, e é bom ter proteção extra para o caso.

Embaixadora da Scubapro Deep Elite e da Wyland Foundation, Stephanie Arne foi a primeira apresentadora do programa Mutual of Omaha's Wild Kingdom. Ela considera o mergulho um grande responsável por ela ter tido esse trabalho. A sua entrada para o mundo subaquático aconteceu em Looe Key, Flórida, em 2006 — apenas um ano após ela ter avistado o oceano pela primeira vez.


Nadando com salemas em Key Largo


Como o mergulho afetou a sua vida e carreira?
O mergulho é uma grande parte da minha vida. Eu amo trabalhar no oceano, mostrar a incrível vida marinha para as pessoas e ajuda-las a aprender como podem proteger e a se conectarem com a vida marinha.

Sempre soube que queria ser uma educadora ambiental, mas não sabia exatamente como encontrar o meu lugar. Já trabalhei com tratadores de zoológico, animais, conservacionistas, ecologistas, treinadores, resgatadores, e amei todos eles. Também amei ensinar no zoológico e em sala de aula. No mergulho encontrei a oportunidade perfeita para educar, e fui trabalhar como guia de mergulho e avistadora de tubarões baleia na Austrália.

Conduzir apresentações educacionais nos barcos era diferente porque eu podia ensinar as pessoas sobre a vida marinha e depois dizer, "OK, agora vamos entrar na água e ver as coisas de que falamos agora. " Sempre fico entusiasmada ao ver as pessoas experimentarem a inevitável sensação de terem os mistérios do mundo oceânico sendo revelados a elas. Adoro ver as pessoas voltarem à superfície e dizerem, "entendi – agora vejo do que estava falando — tudo no recife está conectado, e agora entendo como isso também funciona em terra. " [Stephanie canta uma música da Disney:] I can show you the world — Eu queria ser o Aladdin das pessoas!


Entrando na água em Bimini, Bahamas, para filmar tubarões martelo


Você tinha vinte e poucos anos na época. Era o início de sua vida.
Sim! Depois da Austrália fui para o Honolulu Zoo Society. Apesar de estar trabalhando com animais terrestres novamente, eu estava em uma ilha e ainda envolvida com o oceano. Eu colaborei com o Sustainable Coastlines Hawaii, a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), o Hawaiian Islands Humpback Whale National Marine Sanctuary e o Hawaii Invasive Species Council. Comecei a fazer vídeos educacionais para o zoológico e aparecia regularmente nos canais locais de notícias. Então a Mutual of Omaha estava promovendo um concurso para encontrar o próximo apresentador do Wild Kingdom, e boom! Quando ganhei me dei conta de que provavelmente não teria ganho se não fosse o mergulho. O mergulho foi crítico para desenvolver a experiência e a credibilidade que me ajudou a conseguir o trabalho. E agora, em vez de estar limitada às pessoas que estão na minha frente no barco ou no zoológico, posso compartilhar mensagens sobre conservação e vida selvagem com inúmeras pessoas ao redor do mundo.


Mergulhando com manatees em Crystal River, Florida.


E agora, o que vem por aí?
Fundei uma empresa chamada de Creative Animal Inc. como uma plataforma para aumentar a consciência sobre a interconectividade de tudo. Recentemente nossa equipe fundou uma ONG chamada de Creative Animal Foundation para desenvolver um currículo para corporações e escolas em todos os Estados Unidos. Esta turnê nacional vai conectar pessoas ao planeta, capacitando-as a se envolverem com seus animais criativos interiores e encontrarem formas mais sustentáveis de viver, trabalhar e curtir.


Plantando corais com a Coral Restoration Foundation em Key Largo, Flórida.


É obvio que você observa coisas muito belas enquanto mergulha, mas também vê o impacto da poluição. O que você já viu que mais te afetou?
Ugh. O lixo. Está muito ruim. E a maioria é plástico, que nunca desaparece. Quebra em pedaços cada vez menores. Animais ingerem e absorvem as toxinas. O atum, por exemplo. Como grandes predadores eles comem peixes menores, que estão cheios desses químicos, e isso concentra as toxinas à medida em que subimos na cadeia alimentar. Quando comemos atum, também estamos ingerindo essas toxinas.

E você vê animais sendo estrangulados ou sufocados pelo lixo. É devastador observar um animal batalhando com alguma coisa que poderia ter sido sua. Testemunhar este tipo de coisa realmente me fez acordar, e é por isso que estou tão determinada a ensinar as pessoas sobe os plásticos e o oceano. Por quê, por exemplo, usamos canudinhos?
Acredito que a chave é aprendermos sobre o quão conectados estamos todos – à rede de alimentos que nos sustenta e àquele plástico. Isso não afeta somente a vida selvagem, no final também afeta os humanos porque tudo está conectado. Acredito que isso é a coisa mais importante que posso ensinar.
Saiba Mais
www.stephaniearne.com
www.wildkingdom.com
www.creativeanimal.org
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Veja Stephanie Arne em "Mission Manatee," um episódio de Mutual of Omaha's Wild Kingdom.



© Alert Diver — 2º Trimestre 2016

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