Perfil do associado DAN: Michele Hall




Michele Hall fotografa um tubarão tigre em Tiger Beach, Bahamas


Cidade Natal: Nasceu em Binghamton, N.Y .; vive em San Diego desde 1973
Anos de Mergulho: mais de 40
Destino favorito de Mergulho: Califórnia - em um bom dia!
Porque sou um associado DAN: Eu valorizo e apoio o que a DAN tem proporcionado à comunidade de mergulho durante décadas. Saber que a DAN estará lá em caso de uma emergência médica durante as minhas viagens ao redor do mundo me traz uma tremenda paz de espírito.


Michele Hall
A cineasta subaquática Michele Hall produziu 16 documentários e ganhou inúmeros prêmios, incluindo o Antibes Film Festival Grand Prize, um Golden Reel award, um prêmio IMAX Hall of Fame e um Emmy. Além de suas muitas premiações, ela é um membro da Women Divers Hall of Fame, do Coral Reef Alliance, do Ships to Reefs International, da BlueVoice.org e do Shark Savers, e ela faz parte do conselho de diretores da Academy of Underwater Arts and Sciences. Em 2011 ela e seu marido entraram para o International Scuba Diving Hall of Fame.

Embora o trabalho de Hall seja em grande parte baseado em mergulho há quase quatro décadas, sua carreira inicial foi em enfermagem pediátrica. Tudo mudou em 1975, quando ela se inscreveu em um curso de mergulho na Diving Locker de Chuck Nicklin em San Diego, na Califórnia, onde conheceu o homem com quem acabaria por se casar — seu instrutor de mergulho, Howard.

Embora Hall tenha suas próprias responsabilidades profissionais, ela e seu marido compartilham vários empreendimentos comerciais mútuos, incluindo uma biblioteca de stock-footage que licencia suas produções para a televisão, teatro e exposições. Eles recentemente começaram a fazer filmes em formatos não tradicionais – curtas com duração de três a cinco minutos e vídeos de arte com uma hora de duração - e os estão licenciando para entidades como a Sony Entertainment e o Netflix.


Operando um sistema de câmera IMAX 2D
Considerando que muitas pessoas acham que é difícil trabalhar com o cônjuge, para Hall é exatamente o oposto: "Foi difícil quando Howard e eu não estávamos trabalhando juntos, e ele ficava fora em atribuições de filmagem, às vezes por quatro ou mais semanas de uma vez ", ela explicou. "Agora nós trabalhamos em casa juntos e viajamos juntos em viagens de mergulho, de carro, acampamento e filmagem."

Suas próximas aventuras incluem filmagens de tubarão raposa em Malapascua, Filipinas, juntamente com algumas viagens sem mergulho no horizonte. A dupla também gosta de capturar imagens aéreas a partir de sua aeronave experimental conhecida como um ultralight trike, que eles mantêm em um aeroporto a algumas horas de sua casa em Del Mar, na Califórnia. A partir do trike, eles filmam cenas do deserto e de áreas circundantes de tirar o fôlego. "Nós amamos filmar e incorporamos isso em todos os aspectos de nossas vidas e viagens", explicou Hall. "Nós adoramos fazer viagens de carro, caminhadas e acampar em nossa van. À medida que surgem as oportunidades, nós capturamos sequências de pôr do sol, nuvens, o céu noturno e até mesmo a Via Láctea ".

Quando pedimos que ela nomeasse a sua favorita entre suas produções cinematográficas, Hall achou difícil decidir. Ela mencionou o lançamento da PBS (Public Broadcasting Service) de uma série de televisão chamada Secrets of the Ocean Realm (Segredos do Reino dos Oceanos) de 1997. "Eu amo o fato da série ter sido composta por 10 programas de meia hora, o que nos permitiu explorar vários locais e uma grande variedade de comportamentos animais", disse ela. "Foi um desafio gratificante produzir esta longa série, que continua a ser bem recebida."


Mergulho livre com golfinhos-rotadores em Kona, no Havaí


Ela também gosta de produzir filmes IMAX, como Deep Sea 3D e Under the Sea 3D, que foram filmados no sul do Pacífico. Hall diz que os filmes IMAX apresentam desafios únicos: O pacote de produção pesa 3.600 quilos, requer uma equipe de campo de produção de 12 pessoas, e envolve uma longa pós-produção. O sistema de câmera pesa 113 quilos para IMAX 2D padrão e 590 quilos para IMAX 3D.

Hall carinhosamente recorda seu primeiro filme IMAX, Island of the Sharks (Ilha dos Tubarões), que exigiu uma expedição de cinco meses de filmagens para as Ilhas Cocos. Foi em 1998, durante um intenso El Niño, e a água esquentou a ponto dos tubarões-martelo desaparecerem das profundidades mergulháveis da ilha. "Nós mergulhamos 66 dias ao longo de oito meses antes de avistarmos um único tubarão-martelo", disse ela. "Além do mais, a câmera IMAX rugia como um cortador de grama com um rolamento de esferas ruim. Levou cinco segundos até atingir a velocidade necessária, e nesse tempo o cardume já havia se dispersado! Durante esse tempo, consideramos interromper - ou pelo menos adiar – a produção. Quando percebemos que poderíamos fazer um filme ainda mais forte, incorporando o evento meteorológico na história, fomos em frente. O resultado é um filme do qual tenho muito orgulho. "

Reminiscente de seu trabalho em pediatria, Hall também produziu filmes e livros para crianças, incluindo Secrets of the Ocean Realm, The Shark Project Book e The Shark Sticker Book. "Eu amo que os meus filmes e livros possam ter um impacto positivo sobre as gerações mais jovens", disse ela. "A exposição às maravilhas do mundo natural aumenta a consciência e espero que aumente o apreço pelo ambiente marinho, bem como os esforços de conservação."


Em comunicação durante a produção de Deep Sea 3D na Califórnia
Muitas vezes questionada sobre sua experiência mais assustadora de mergulho, Hall diz que seus mergulhos com tubarões recentes têm sido bastante ousados: "Mergulhando com galhas-brancas oceânicos e tubarões-tigre nas Bahamas e cabeças-chata em Fiji, o meu ritmo cardíaco aumentou algumas vezes."

Sobre situações de filmagem assustadoras, ela cita os mergulhos técnicos com trimix que Howard e outros membros de sua equipe fizeram para o Coral Reef Adventure de Greg MacGillivray. Durante a produção, eles fizeram 21 mergulhos abaixo de 100 metros. Richard Pyle, que treinou os mergulhadores e era um membro de sua "equipe profunda", disse que havia uma chance de 30 por cento que alguém tivesse doença descompressiva (DD) em qualquer mergulho abaixo de 100 metros.

No final das contas, Howard teve uma DD durante um mergulho aos 115 metros. Uma sessão de 3,5 horas de recompressão na água seguida de uma série de tratamentos em câmara hiperbárica o deixou praticamente sem sequelas.

Hall recorda como a DAN desempenhou um papel importante nesta provação. Ela ligou para a DAN de noite do barco de mergulho, e a equipe da DAN ficou em contato telefônico com ela ao longo dos seis dias seguintes, enquanto Howard se submetia aos tratamentos recomendados na câmera hiperbárica. "A tranquilidade e o encaminhamento da DAN foram realmente úteis", disse ela. "Eles estavam disponíveis para nós, mesmo nas águas marítimas remotas de Fiji."

Atualmente, a emocionante carreira de Hall está a todo vapor, e ela não tem nenhum desejo de diminuir o ritmo: "Eu pretendo continuar a mergulhar, caminhar, viajar e me divertir o máximo eu puder todos os dias."
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Assista ao vídeo da apresentação de Howard e Michele Hall em sua entrada no International Scuba Diving Hall of Fame.



© Alert Diver — 4º Trimestre 2015

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