Perfil de Associado DAN: Evan Bozanic




Aos 14 anos, Evan Bozanic se tornou a mais jovem pessoa a mergulhar nos sete continentes. Suas experiências incluem lugares remotos, equipamento de última geração e condições ambientais extremas.

Cidade onde mora: Fountain Valley, Califórnia.
Idade: 15
Anos de mergulho: 4
Destino favorito: "Eu amo explorar; meu destino favorito é algum lugar onde ninguém jamais esteve... talvez alguma fossa no meio do Pacífico ou no Triângulo das Bermudas!".
Porque sou associado DAN: "Eu me sinto muito mais seguro fazendo parte da DAN porque se algo der errado em algum lugar remoto, a DAN pode me ajudar".

Em 3 de junho de 2012, algumas semanas antes de seu 15º aniversário, Evan Bozanic emergiu na Caverna Bushman (Boesmansgat) na África do Sul, tornando-se a mais jovem pessoa a mergulhar nos sete continentes. Em menos de quatro anos Evan progrediu de Mergulhador de Aguas Abertas Junior a um explorador subaquático experiente, usando roupas secas, máscaras full-face e rebreathers com a facilidade de quem já treinou bastante. O sucesso de Evan pode ser em parte atribuido a influência de seu pai. Um instrutor de mergulho técnico, autor e educador de mergulho, Jeff Bozanic proporcionou oportunidades e apoio para as aventuras de Evan enquanto encorajava seu filho a navegar um caminho moderado através dos ambientes de mergulho mais extremos.

AD: Sua carreira de mergulho se iniciou, de certa forma, por causa de uma viagem cancelada.
Evan: Por causa do envolvimento do meu pai com mergulho, sempre tive interesse e vontade de acompanhá-lo. Em 2008 ele me levou na primeira viagem de ecoturismo que ele guiou para a Antarctica. Mas por causa do clima, não conseguimos sair da América do Sul. O grupo então decidiu navegar o estreito de Beagle, e todos os mergulhadores viram um monte de coisas legais, como golfinhos e pinguins. Eu fiquei com inveja e na minha volta à Califórnia comecei meu treinamento de mergulho. Eu queria mergulhar na Antarctica quando voltássemos em 2009.

AD: Então a Antarctica foi sua primeira tentativa de mergulhar em todos os sete continentes?
Evan: Não, meu treinamento foi próximo a Laguna Beach, Califórnia, por isso meu primeiro continente foi a América do Norte. Então quatro meses depois, quando voltei a Antarctica, eu mergulhei em Ushuaia, na América do Sul, meu segundo continente. Cinco dias depois, em 13 de março de 2009, eu mergulhei na Ilha Detaille, na Antarctica. Em 2010 mergulhei em Israel (Ásia), em 2011 Noruega (Europa) e Austrália, e finalmente na África em 2012.



AD: Estes ambientes são um pouco rigorosos para um mergulhador jovem, relativamente inexperiente. Quais foram as precauções que você tomou?
Evan: Um de nossos amigos teve doença descompressiva na Antarctica, e isso me preocupou. Eu mergulhei a uma profundidade de apenas 12 metros, mas eu estava superlastreado para evitar uma subida descontrolada. Ter completado aquele mergulho me deu confiança suficiente para perceber que não era necessário tomar precauções exageradas como aquela porque o meu treinamento me havia preparado para lidar com situações de emergência.

AD: Como você superou os desafios para se certificar como mergulhador de rebreathers, de cavernas e em temperaturas extremas?
Evan: Eu jogo futebol em competições, portanto estou bem preparado fisicamente, mas o treinamento para mergulhar com roupa seca foi o mais desafiador. Eu tive que realizar certo número de mergulhos usando roupa seca e durante um certo período me pareceu que estávamos mergulhando todos os finais de semana. Mesmo com condições de mar favoráveis, eu estava desgastado só com o fato de estar me familiarizando com o equipamento.

Jeff: O Evan pode não ter se preocupado completamente com os aspectos mais difíceis do projeto, especialmente os relacionados com a segurança, mas eu como pai, certamente estava e ainda estou. Especialmente no início, eu o limitava a profundidades rasas. Não havia razão para fazer mergulhos profundos e eu não tinha a certeza dos efeitos dos gases inertes no crescimento dos seus ossos. Eu ainda não permito que ele mergulhe abaixo dos 25 metros, por razões fisiológicas. O tempo de fundo dele também é limitado. Tentamos ficar no máximo 25 por cento do tempo permitido pelo limite não descompressivo. É uma linha tênue entre o encorajamento e o respeito pelos limites do Evan.



AD: Evan, além do seu pai e de sua família, quem mais te apoia?
Evan: Bem, a minha escola, Tarbut V'Torah Community Day School, porque eles encontraram uma forma de permitir que eu participe dessas expedições apesar de eu ainda estar no meio do colegial. Além disso, muitos dos meus amigos aprenderam a mergulhar, e mergulhamos juntos agora. E a DAN, porque nós temos consciência de que é importante saber o que fazer no caso de uma emergência e estar preparado.

Jeff: Nós somos associados DAN através de um plano familiar. A DAN é uma ferramenta importantíssima quando se trata de remoção e informação de apoio nos lugares mais remotos, e nós já estivemos em lugares muito remotos.

AD: Evan, seu último mergulho para o recorde foi na caverna Bushman na África do Sul, onde diversos mergulhadores de caverna experientes morreram. Como você se sentiu ao tentar concluir o seu recorde em Bushman?
Evan: Eu estava empolgado! Meu pai me apresentou ao Don Shirley (um instrutor de mergulho técnico da África do Sul), e ele foi meu dupla em quatro mergulhos na zona de cavern. Nós não mergulhamos fundo, que foi o grande problema dos mergulhadores que morreram. Além disso, eu estava com meu pai, então ficar relaxado foi fácil porque ele já passou por situações muito difíceis.

AD: Conte-nos sobre seu mergulho mais interessante durante a tentativa de estabelecer o recorde.
Evan: Foi provavelmente em Israel. Nós mergulhamos no Mar Morto. Eu estava vestindo apenas calção de banho e ainda tive que usar 27 kg de lastro. Foi muito legal porque eu vi formações de sal incríveis e cristais enormes por todo lado.

AD: Além da escola, no que mais você está trabalhando agora?
Evan: Meu projeto imediato é terminar o livro que estou escrevendo sobre os mergulhos do recorde. Além de apenas estabelecer o recorde eu quero contar para as pessoas sobre o que eu vi em cada lugar, especialmente sobre mudanças ambientais.

AD: Você pode nos dar alguns exemplos?
Evan: Na América do Sul eu sobrevoei de helicóptero alguns glaciais em retração e florestas totalmente destruídas por uma espécie de castor introduzida pelo homem. A quantidade de gelo derretendo na Antarctica e na Noruega é assustadora.




AD: E quanto a projetos futuros de mergulho?
Evan: Depois da África eu fui para a Albânia, onde participei de uma aula conduzida pelo Centro Albanês de Pesquisa Marinha dentro dos padrões da American Academy of Underwater Sciences (AAUS) (Academia Americana de Ciências Subaquáticas). Pretendo voltar no próximo ano e ajudar em um projeto de mapeamento e pesquisa de naufrágios; alguns deles datam do século V.

AD: Uma coisa leva à outra, Evan. Quais os seus planos para o futuro?
Evan: Eu espero usar minha vivência e o livro para me ajudar a entrar na U.S. Naval Academy (Academia Naval dos Estados Unidos). Eu quero ser um aviador naval; eu sonho em voar desde os meus quatro anos de idade.


© Alert Diver — 1º Trimestre 2013

Language: EnglishSpanish